Sistema Agroflorestal do CETRECS recebe implantação de mudas de café Conilon

O Sistema Agroflorestal (SAF) implantado no Centro de Treinamento e Referência em Tecnologias Sociais (CETRECS) ganhou uma nova cultura: o café Conilon. A atividade foi realizada em Dia de Campo do Programa EVA (Economia Verde Agroflorestal), desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB). Foram adquiridas 1.500 mudas de oito variedades distintas de café.

Antes do plantio, participantes seguiram as orientações de correção do solo

 

A implantação representa mais uma etapa de diversificação da unidade demonstrativa, que já conta com linhas de cacau e goiaba. A escolha do café Conilon considera a adaptação desta cultura à regiões de clima mais quente e baixa altitude, como explica o coordenador do projeto, Guilherme Freitas:

“Esse projeto ocorreu durante três anos, vem desde 2024, analisando o cenário da nossa bacia, construindo um sistema adaptado ao nosso clima e relevo. Depois dos estudos, conseguir materializar esse SAF com as turmas de alunos que foram formadas é uma satisfação muito grande. Cumpriu 100% do papel que foi proposto nesse projeto, fazer essa vitrine para que as pessoas possam conhecer novas possibilidades de uma agricultura que não é tradicional, mas que é mais resiliente e, para nós, é a agricultura do futuro. O café fecha com chave de ouro todo esse processo, que não foi fácil, mas cada um que passou deixou um pedaço de si aqui. É muito simbólico e importante para nós“.

 

Foram plantadas diferentes variedades de café Conilon no SAF

 

O planejamento do SAF também considera os diferentes tempos de desenvolvimento e colheita das culturas. Entre as linhas duplas de café, foram plantados cultivos de ciclo mais curto: a mandioca e o milho. A expectativa é que essas culturas possam ser colhidas em menos tempo, proporcionando retorno financeiro antes mesmo de o café começar a produzir.

Para o café Conilon, a previsão é de que as primeiras colheitas ocorram em aproximadamente um ano e meio. Assim, a combinação de espécies permite organizar a produção de forma escalonada, com diferentes possibilidades de colheita e geração de renda ao longo do tempo.

 

 

Aproveitando a oportunidade de conhecer mais sobre o café, a produtora rural Ivanéria Pires veio de Sapucia do Norte, distrito de Galileia, para participar da atividade. Ela ainda aproveitou para trazer o filho, que se divertiu ajudando a plantar as mudas no SAF.

“A associação de produtores rurais da qual participo tem feito parcerias com o CIAAT, daí recebemos o convite desse Dia de Campo e eu quis participar e conhecer mais. No meu sítio, sou eu e meu menino que atuamos na produção, mas aqui é uma nova experiência. Poder trabalhar em grupo é divertido, conhecemos novas pessoas, é muito bom“.

A iniciativa integra as ações do Programa EVA – Economia Verde Agroflorestal, realizado pelo CIAAT em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que busca difundir o conhecimento relativo aos Sistemas Agroflorestais (SAF’s).

Mais do que reunir diferentes espécies em uma mesma área, o Sistema Agroflorestal demonstra como o planejamento da produção pode contribuir para diversificar as fontes de renda, aproveitar melhor o espaço e favorecer a sustentabilidade econômica e ambiental das propriedades rurais.

 

Dia de Campo introduziu a cultura do café no SAF do CETRECS
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